Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de março de 2009

Mais um texto para não ser lido.


Sempre que esta janelinha se abre, me dá uma vontade louca de escrever e quase nunca tenho um motivo. Isso me dá raiva, mas, pensando bem, quem é que precisa de um motivo para escrever?
Claro que é muito mais fácil. E também é fácil sair por aí às catas de motivos. Existem infinitos. Curiosidades, notícias, programas de TV, acontecimentos, lembranças, recordações... Mas e quando você tem todo esse leque aberto e um vazio fechado dentro do peito? Por isso que inventaram a metáfora. Para se falar da mesma coisa de infinitas formas diferentes. E para se ler essa coisa de mais outras infinitas formas. A linguagem é engraçada. Todos nós estamos participando dos seus jogos sem percebermos. As intenções, os gestos, as palavras duras em voz mansa, as palavras mansas em voz dura. Estamos inseridos em uma tragédia rodriguiana em três atos e nem nos damos conta disso.
Aliás, tem um poema de Paulo Leminski que, a meu ver, é espetacular e que transcrevo abaixo:

"Leite, leitura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo,tudo,tudo
não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura"

Paulo Leminski

E é aí que eu me encontro com minha angústia. As letras são aquele leite materno, que é vital para nós quando recém-nascidos. Sem elas não nos comunicamos. Somos mudos com voz. A leitura dessas letras nos permite uma viagem sem volta, por mares nunca d'antes navegado. Coisas acontecem. Coisas passam. Coisas passam e nos marcam de forma violenta, pois custam a sarar. Coisas acontecem em instantes e não vão embora nunca. E não adianta. A vida segue. Não há remédio para certas dores. Não há formol para coisas vivas. O desapego do apego dói. E o que é nosso tormento, de repente passa a ser o nosso alívio. É a amargura da necessidade de escrever algo que não se materializa de forma alguma, mas o acalento de poder escrever, nem que seja uma metáfora: 'Meu pensamento é um rio subterrâneo.' (Pessoa na minha Pessoa).

quarta-feira, 18 de março de 2009

ELo EnCoNTrAdO


By FAbyANA

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Tristeza não tem fim...


Sou uma menina de sorte. Quando estou quase entregando os pontos sempre encontro um refúgio, um acalento. Acordei muito mal hoje por ter dormido mal. E dormi mal porque cansei. Ganância, egoísmo e competição acabam comigo. E como sou uma pessoa que tenho antecedentes depressivos, me cuido ao máximo para não me abalar porque quando me abalo tudo vêm à tona novamente.
Choveu. Fui para a chuva para lavar a alma. As lágrimas desaparecem na chuva. A força desaparece nas lágrimas. Não é possível viver uma meia vida. A quem eu quero enganar? Enquanto as pessoas sambam e bebem, existem milhares de crianças no hospital fazendo quimioterapia e esperando sangue ou um transplante de medula. Lembro do meu sofrimento ao pensar na família dessas crianças. E ao lembrar do meu sofrimento eu me recordo que também sou uma pessoa que sente dor. Por que eu sou compreesnsiva com a dor dos outros se a minha dor sempre é pisada e passada por cima?
A escuridão já vinha tomando conta de mim novamente quando, de repente encontro uma leitura para me distrair. Era uma repotagem sobre o Nietzsche. Sobre a pessoa Nietzsche.
Era ele me dizendo que não devemos agir como coveiros do presente. Que devemos conhecer a nossa capacidade de crescer por nós mesmos, assimilar o passado, cicatrizar as feridas, preparar perdas e reconstruir as formas destruídas. Por isso sou uma pessoa de sorte. Ninguém me disse antes que deveríamos preparar as nossas perdas, por isso sofro hoje, mas sei que de alguma forma sempre haverá aquele fiozinho de luz soprando ao meu ouvido e me mostrando a mola no fundo do meu poço.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Somos o que nos permitiram ser...


Nós somos o que nos permitiram ser. Nas minhas viagens diárias eu penso: eu poderia agora estar em um baile funk dançando o créu na velocidade cinco e ser a pessoa mais feliz do mundo. Ou quem sabe eu poderia não ter lido nada de nada e ter me contentado em apenas assistir filmes toscos e programas de televisão subproduzidos e estar completamente completa. Eu poderia me satisfazer em estar sentada em uma poltrona num dia de domingo. Será que eu seria feliz? Até onde a minha felicidade é feliz? Até onde eu me satisfaço? O que eu ainda não provei e que me faz tanta falta? Tudo isso porque acabo de ler Drummond. Eu realmente sinto muito pelas pessoas que não lêem Drummond. É como ser um anjo de uma asa só. É como ter um belo par de olhos azuis e só enxergar a escuridão. É como ter os anéis dos mais valiosos quilates e não ter dedos para distribui-los. O Drummond se apresentou a mim em mais uma aula chata de Língua Portuguesa onde, para espantar meu tédio, eu lia a apostila enquanto a professora falava, falava e falava... O tédio era tanto que nem passar bilhetinhos para as amigas me animava. Lembro-me até hoje dos quadros cor de rosa broxantes onde as letras estavam impressas. Ela falava sobre o Modernismo. Contava coisas que eu não conseguia visualizar. Eu sempre tive problemas com a arte. Preciso ser chacoalhada para conseguir senti-la, mas quando sinto é profundamente.E era a Semana da Arte Moderna em questão. Enquanto ela falava eu passava o olho nos poetas do tal movimento. O primeiro já me chamou a atenção pois falava de sapos, de um porquinho-da-índia, de balões na rua de sabão. Aquela simplicidade provocativa eu estava conseguindo visualizar. E de repente eu comecei a achar aquilo tudo engraçado. Simples. Nada de confetes, mas ao mesmo tempo muito raso, largo e profundo. Levo um susto! A professora: Fabiana, lê pra gente o poema da página tal. Putz -pensei eu – [Tomara que seja a outra Fabiana. Mas não, era a Carneiro mesmo. Quem manda ser tão faladeira, mas porque eu se eu não fiz nada hoje? Lá vou eu...] O poema era de um moço chamado Carlos. Gostei. Não eram apenas os sapos e balões que eram acessíveis nesse movimento. Os nomes também eram palpáveis, até porque eu já tinha lido alguma coisa do tal Manuel. Comecei: No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. (Essa professora está de sacanagem comigo!). Tinha uma pedra. No meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei deste acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. (Nossa, que jeito lindo de se dizer vista cansada.) Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. (Essa professora deve ser a pedra no meu caminho.)No meio do caminho tinha uma pedra. Depois de terminada a minha bela leitura, a professora falou mais um pouco. Falou da colocação gramatical errônea e proposital. Etecétera e tal. Lembro-me pouco, pois corri ler na apostila o que mais tinha desse tal Carlos vírgula, Zé graça. Lembro que li o poema de sete faces, mãos dadas e os ombros suportam o mundo. Bateu o sinal e corri para a biblioteca. E como disse no início, somos o que nos permitiram ser e graças a meu pai e mãe, na biblioteca do colégio que pagavam para mim tinha As Impurezas do Branco, Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco. A professora de artes precisava saber disso. E aí foi um devorar de poemas que dura até hoje. Li Drummond com a inocência de uma adolescente. Depois li Drummond com o olhar imparcial de uma estudante de Letras. Hoje leio Drummond com uma linha que oscila entre o gozo e o exame. Com meu primeiro emprego de verdade pude comprar a sua obra completa em vários volumes em capa dura e letras douradas. Conheci as crônicas. Não consigo conceber alguém que não sentiu o prazer em ler Drummond. A graça que desgraçou tantas vezes o meu coração. A secura que molhou tantas vezes a minha alma fria. A dor que alegrou dias difíceis e me embalou como aconchegante canção de ninar. Hoje o Modernismo está fora de moda, mas mesmo assim e apesar de dar aulas de inglês, sempre cito alguns versos em horas apropriadas, em cadernos de recordação, em bate-papos na hora do recreio. E a cada (re)leitura eu me renovo. Talvez porque refaço toda essa viagem que acabo de contar aqui, muito singelamente. Volto aos meus quinze anos e não lembro o que me fazia feliz no ensino fundamental, além da bruxa Onilda, do menino do dedo verde, do pequeno príncipe e de um livro chamado: Fabiana na floresta, o qual tinha meu nome umas dezessete vezes na ficha de empréstimo. Lembro que eu mergulhava em análises sintáticas que uma professora apaixonada me fez apaixonar. Era como se eu estivesse resolvendo a equação mais difícil do mundo e eu sabia a solução. Pedro é feliz com seus dois cachorros cinza. Sujeito simples. Oração absoluta. Mas essa outra paixão eu deixo para outra hora. Ofereço a você que até aqui leu, um poema do Drummond. Fantástico. Espero que você coma a carne, roa o osso e lamba os beiços. E seja feliz! Não é o créu mas precisa ter disposição e habilidade. Hahaha. Afinal é muito mais que apenas cinco velocidades.

Nosso Tempo

Carlos Drummond de Andrade

I

Este é tempo de partido,

tempo de homens partidos.

Em vão percorremos volumes,

viajamos e nos colorimos.

A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.

Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.

As leis não bastam. Os lírios não nascem

da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se na pedra.

Visito os fatos, não te encontro.

Onde te ocultas, precária síntese,

penhor de meu sono, luz

dormindo acesa na varanda?

Miúdas certezas de empréstimo, nenhum beijo

sobe ao ombro para contar-me

a cidade dos homens completos.

Calo-me, espero, decifro.

As coisas talvez melhorem.

São tão fortes as coisas!

Mas eu não sou as coisas e me revolto.

Tenho palavras em mim buscando canal,

são roucas e duras,

irritadas, enérgicas,

comprimidas há tanto tempo,

perderam o sentido, apenas querem explodir.

II

Este é tempo de divisas,

tempo de gente cortada.

De mãos viajando sem braços,

obscenos gestos avulsos.

Mudou-se a rua da infância.

E o vestido vermelho

Vermelho

cobre a nudez do amor,

ao relento, no vale.

Símbolos obscuros se multiplicam.

Guerra, verdade, flores?

Dos laboratórios platônicos mobilizados

vem um sopro que cresta as faces

e dissipa, na praia, as palavras.

A escuridão estende-se mas não elimina

o sucedâneo da estrela nas mãos.

Certas partes de nós como brilham! São unhas,

anéis, pérolas, cigarros, lanternas,

são partes mais íntimas,

a pulsação, o ofego,

e o ar da noite é o estritamente necessário

para continuar, e continuamos.

III

E continuamos. É tempo de muletas.

Tempo de mortos faladores

e velhas paralíticas, nostálgicas de bailado,

mas ainda é tempo de viver e contar.

Certas histórias não se perderam.

Conheço bem esta casa,

pela direita entra-se, pela esquerda sobe-se,

a sala grande conduz a quartos terríveis,

como o do enterro que não foi feito, do corpo esquecido na mesa,

conduz à copa de frutas ácidas,

ao claro jardim central, à água

que goteja e segreda

o incesto, a bênção, a partida,

conduz às celas fechadas, que contêm:

papéis?

crimes?

moedas?

o conta, velha preta, ó jornalista, poeta, pequeno historiador urbano,

ó surdo-mudo, depositário de meus desfalecimentos, abre-te e conta,

moça presa na memória, velho aleijado, baratas dos arquivos, portas rangentes, solidão e asco,

pessoas e coisas enigmáticas, contai,

capa de poeira dos pianos desmantelados, contai;

velhos selos do imperador, aparelhos de porcelana partidos, contai;

ossos na rua, fragmentos de jornal, colchetes no chão da costureira, luto no braço, pombas, cães errântes, animais caçados, contai.

Tudo tão difícil depois que vos calastes...

E muitos de vós nunca se abriram.

IV

É tempo de meio silêncio,

de boca gelada e murmúrio,

palavra indireta, aviso

na esquina. Tempo de cinco sentidos

num só. O espião janta conosco.

É tempo de cortinas pardas,

de céu neutro, política

na maçã, no santo, no gozo,

amor e desamor, cólera

branda, gim com água tônica,

olhos pintados,

dentes de vidro,

grotesca língua torcida.

A isso chamamos: balanço.

No beco,

apenas um muro,

sobre ele a polícia.

No céu da propaganda

aves anunciam

a glória.

No quarto,

irrisão e três colarinhos sujos.

V

Escuta a hora formidável do almoço

na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se.

As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas.

Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos!

Os subterrâneos da tome choram caldo de sopa,

olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso.

Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida,

mais tarde será o de amor.

Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, forma indecisa, evoluem.

O esplêndido negócio insinua-se no tráfego.

Multidões que o cruzam não vêem. É sem cor e sem cheiro.

Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul,

vem na areia, no telefone, na batalha de aviões,

toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem.

Escuta a hora espandongada da volta.

Homem depois de homem, mulher, criança, homem,

roupa, cigarro, chapéu, roupa, roupa, roupa,

homem, homem, mulher, homem, mulher, roupa, homem

imaginam esperar qualquer coisa,

e se quedam mudos, escoam-se passo a passo, sentam-se,

últimos servos do negócio, imaginam voltar para casa,

já noite, entre muros apagados, numa suposta cidade, imaginam.

Escuta a pequena hora noturna de compensação, leituras, apelo ao cassino, passeio na praia,

o corpo ao lado do corpo, afinal distendido,

com as calças despido o incômodo pensamento de escravo,

escuta o corpo ranger, enlaçar, refluir,

errar em objetos remotos e, sob eles soterrado sem dor,

confiar-se ao que-bem-me-importa

do sono.

Escuta o horrível emprego do dia

em todos os países de fala humana,

a falsificação das palavras pingando nos jornais,

o mundo irreal dos cartórios onde a propriedade é um bolo com flores,

os bancos triturando suavemente o pescoço do açúcar,

a constelação das formigas e usurários,

a má poesia, o mau romance,

os frágeis que se entregam à proteção do basilisco,

o homem feio, de mortal feiúra,

passeando de bote

num sinistro crepúsculo de sábado.

VI

Nos porões da família,

orquídeas e opções

de compra e desquite.

A gravidez elétrica

já não traz delíquios.

Crianças alérgicas

trocam-se; reformam-se.

Há uma implacável

guerra às baratas.

Contam-se histórias

por correspondência.

A mesa reúne

um copo, uma faca,

e a cama devora

tua solidão.

Salva-se a honra

e a herança do gado.

VII

Ou não se salva, e é o mesmo. Há soluções, há bálsamos

para cada hora e dor. Há fortes bálsamos,

dores de classe, de sangrenta fúria

e plácido rosto. E há. mínimos

bálsamos, recalcadas dores ignóbeis,

lesões que nenhum governo autoriza,

não obstante doem,

melancolias insubornáveis,

ira, reprovação, desgosto

desse chapéu velho, da rua lodosa, do Estado.

Há o pranto no teatro,

no palco? no público? nas poltronas?

há sobretudo o pranto no teatro,

já tarde, já confuso,

ele embacia as luzes, se engolfa no linóleo,

vai minar nos armazéns, nos becos coloniais onde passeiam ratos noturnos,

vai molhar, na roça madura, o milho ondulante,

e secar ao sol, em poça amarga.

E dentro do pranto minha face trocista,

meu olho que ri e despreza,

minha repugnância total por vosso lirismo deteriorado,

que polui a essência mesma dos diamantes.

VIII

O poeta

declina de toda responsabilidade

na marcha do mundo capitalista

e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas

promete ajudar

a destruí-lo

como uma pedreira, uma floresta,

um verme.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Parem o mundo! Eu quero descer!


Pasmem!!

Pessoas, atenção! eu sou só mais um rostinho belo que anda por aí!!

Não sou uma ameaça!
Não vou te trocar, nem te trair (a não ser que sob minha sensata balança isso seja justo).
Nem roubar teu namorado, nem te roubar (fala sério!).
Nem roubar teu emprego, nem tua cadeira (já conquistei a minha).
Nem fazer nada que você não queira! ( Oh yeah!)

Eu só saio por aí gargalhando de tudo porque a vida é leve!
E eu posso sim rir de tudo porque já senti lágrimas de dor saíndo da minha alma.
Eu só saio debochando de você porque a vida é um deboche!
Não quero teus bens materiais/sagrados. Eu conquisto sozinha.
E muito fácil! E nada sob pena de tortura!
Quero roubar o teu sossego, a tua paz, a tua admiração!
O teu sono, a tua leveza, a tua delicadeza!
A tua inveja, a tua luxúria, a tua gana!
O teu ódio, a tua preguiça, a tua cobiça!
Não quero luxo, nem lixo!

E agora, baby, eu estou no comando!
Apertem os cintos: A Fabiana acordou do seu sono profundo!
E ela está faminta!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009


A morte anda à solta.
E não é você quem ela quer.
Ela quer quem você mais ama.
Pra te fazer sentir dor de verdade.
Pra te fazer parar com toda essa futilidade.

A cada aniversário, enquanto você acrescenta uma vela a mais no bolo, a morte vem e te tira.
Tira a vela que você acabou de assoprar.
Mas não é você quem ela quer.
Ela quer quem você mais quer.
Pra te fazer sofrer.

Esteja sempre com um olho aberto e o outro arregalado.
Com uma mão na frente e a outra além.
Proteja com unhas e caninos os teus mais preciosos quilates.
Porque depois da primeira dor, a dor é eterna.
E a qualquer momento ela pode acentuar.




A morte está comigo agora. Quem ela quer levar?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Cidades Impossíveis...


Pois é galera... Agora eu estou também em CIDADES IMPOSSÍVEIS. O link está aí do ladinho... Vale a pena dar uma conferida lá... O povo é fera. E esse é o meu texto de estréia lá... Bem estréia mesmo... hehehehe

=)


‘E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana’. (Drummond)

Cidades Impossíveis Cidades. Impossível não carregar junto conosco uma herança do nosso berço esplêndido. E o meu berço esplêndido é Caçador. Isso mesmo, Caçador. Já estou acostumada com as reações. Quanto mais longe vou, mais estranha fica a face de quem me pergunta de onde eu sou. O engraçado é que não foi Caçador quem me acolheu no momento em que comecei a dar os meus primeiros passos sozinha. Os passos da independência, do início da construção do meu futuro. Foi em uma cidade gêmea, a quase cem quilômetros dali que ‘fui encontrar o mundo’, como bem disse o pai de Sérgio, no livro O Ateneu. E com muita coragem para a luta eu vivi nesta cidade, Porto-União-da-Vitória os mais inesquecíveis anos da minha vida. Amigos, experiências, dificuldades, mancadas, alegrias... Tudo eu vivi lá. E trago comigo as maravilhosas lembranças, bem como as verdadeiras amizades. E Caçador ficou distante. Tão distante de mim que até minha carteira de identidade, com segunda via expedida em Porto União, já não me fazia lembrar dela. Foram quatro anos. E, de repente, Porto-União-da-Vitória ficou pequena para mim. E eu já não cabia em Caçador. Aventurei-me por Calmon, com o sonho de alfabetizar em Português e Inglês doces criancinhas que moravam em uma cidade tão pequenina, mas tão hospitaleira. Ficava imaginando eles chegando em casa falando: Hi dad, hi mom, I want a coke and a hot-dog. O sonho foi interrompido. Ainda bem, senão estariam obesos. Calmon ficou minúsculo em menos de dois meses. A capital me chamava. A Ilha gritava por mim. As cidades são impossíveis. Os sonhos não. E menor que meu sonho não posso ser, já dizia Lindolf Bell, um poeta amante de sua cidade. Fui na sexta, segunda estava trabalhando. E esta cidade, maravilhosa por si só, me adoeceu, me fez sentir náuseas, febres, dores musculares. Era muito impossível para mim. Lá estava eu: conhecia um par de pessoas, tinha um trabalho de 20 horas, onde, em um dia trabalhava oito horas/aula e pegava dez ônibus. Fiquei doente, a doença da cidade grande: Yes, I’m a workaholic! Sim, isso mesmo. Sou uma workaholic em tratamento. Em dois anos, sempre com carga horária lotada, inclusive nos finais de semana, o trabalho me viciou. Tanto que meu tempo livre foi para estudar para concursos públicos. Sim, estou assumindo o terceiro. Sim, não quis morar em Itapema, no sossego da doce Itapema. Água-de-coco, beira do mar, sossego. Cruzes!! Mas como disse, estou em tratamento. Consultei algumas pessoas confiáveis, uma perguntinha aqui, outra dúvida acolá e, em um momento de depressão profunda, me tranquei em um quarto estranho e pari um projeto para o Mestrado em três dias. Deu certo. É o início do meu tratamento. E o início da realização de mais um objetivo, ainda que seja o trabalho que esteja me motivando. As cidades nos causam traumas e realizações. Somos afetados por elas em nosso dia-a-dia. E não nos damos conta disso. De Caçador eu trago em mim esse sotaque arrastado, quadrado. Esse erre puxado que às vezes escapa entre os manés. Como é difícil pronunciar barbershop! Barrrberrrrshop! É isso mesmo! Sou de Caçadorrrr! E lá a gente fala assim. Em Nova Yorrrk talvez não. E em Chicago?? Enfim, hoje a dor me toma quando volto a Caçador de férias. É um cenário morto, onde minha família ainda vive. E continuam achando o melhor lugar do mundo. Para mim é pequena. E fria. E triste. E como eu fui feliz lá! E Raul Pompéia é genial quando nos diz no ainda mesmo romance citado:

“Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.

Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma. Sob a coloração cambiante das horas, um pouco de ouro mais pela manhã, um pouco mais de púrpura ao crepúsculo - a paisagem é a mesma de cada lado beirando a estrada da vida.”

A paisagem é a mesma em cada Cidade Impossível. Nossos sonhos é que mudam. E os dias melhores sempre ficarão para trás, não importa em qual lado você esteja na estrada da vida. Depois de tanta estrada, eu ainda não aprendi a criar raízes. Uma cidade é realmente impossível para mim. Preciso de várias. Caçador, Porto União, União da Vitória, Calmon, Itapema, Floripa, São José e agora Biguaçu chamando por mim. E em cada cidade impossível, uma história possível, com personagens e traumas novos.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Amor para recomeçar


Ainda bem que eu não te amo. Só assim posso escrever um pouquinho sobre você. Cá estou eu sentindo a tua falta. Te procurando. Procurando me irritar com alguma coisa que você faça. Porque sempre haverá algo em você que me irritará profundamente. E desta vez foi a falta dos teus pés se mexendo na cama, até o sono te pegar de vez. Ainda bem que eu não te amo! Como seria possível amar alguém tão diferente de mim? Já nem me arrisco a fazer essa pergunta para as (poucas) amigas mais íntimas por dois motivos. Primeiro: Elas me bateriam na cara e só depois me explicariam que já estão de útero cheio desse assunto. Segundo: Nada mais que eu argumente as fará mudar a opinião de que essa história acabará em um lindo dia de domingo, com os cachorros lambendo as crianças e a caipirinha correndo a solta à espera do almoço. Ufa! Ainda bem que não te amo! Eu digo a elas: é impossível! E elas: Tá bom! Não é feito pra dar certo. O teu amor é uma loucura que a minha vaidade quer. Olhos claros, rosto meigo, corpo em forma, voz doce, sorriso arrasador. Bonitão, engraçado e safado. Todas se apaixonam. Ele que finge que não vê. Que mulher não se apaixonaria por ele? Eu. Eu não me apaixono mais por ele. O que significa que agora podemos nos relacionar. O que significa que agora posso sentar tranquilamente na pizzaria e pedir minha coca-cola sem me importar com o seu olhar de desaprovação dizendo que-engorda-e-faz-mal-e-etc-e-tal e ter que engolir a seco o seu suco-natural-da-fruta-mais-excêntrica-que-vocês-tiverem-sr.garçom. Em outros tempos eu tomaria um suco natural de laranja sem gelo e com sabor azedo e depois me jogaria no chão chorando querendo entender porque ele não entende que eu adoro suco, mas naquele exato momento gostaria de tomar coca. Significa que agora posso abandonar tranqüilamente (sem abandonar o trema!) aquele romance insuportável-mas-que-tenho-que-ler e me afogar nas poesias do Gullar, Bandeira e Drummond sem culpa e sem pensar que ele pode pensar que eu sou uma Letrada de Fachada. Teria morrido, ou melhor: o matado. Não suporto olhares de reprovação. O que significa que posso estar ao lado dele sem odiar o meu cabelo, a minha bunda e a minha loucura. Significa que agora posso me levantar da mesa sem ter ajudar na louça, virar para trás e dizer: Tchau, estou indo para casa. Até. E subir na moto. Mais que isso, subir o morro que separa nossas casas. Mais ainda. Sentir subir em mim o orgulho em saber que eu consegui dormir sozinha na minha casa, na nossa cama e com gostinho de adeus mais um ser humano do planeta Terra, estou indo. E o que escuto antes de sair: "-Vamos fazer algo amanhã?". A frase que eu temia. Que eu sempre esperava quando estava apaixonada. E que nunca vinha. Eu sabia. Uma mulher feliz e equilibrada deixa saudades. O que não dá certo é se apaixonar.
Mas hoje, passado tudo. Dor, raiva, choro, arrependimento, desarrependimento, pessoas novas, possibilidades novas, saudade, indecisão, rejeição, apelo, indiferença, diferença, indecisão, pele, saliva, ódio, gosto, desgosto, contragosto, liberdade, prisão, sossego e desassossego, culpa e desculpas, não vou mais fazer e tornarei a fazer sim, me pego pensando: Que graça tem fazer qualquer coisa sem estar apaixonada? Ô merda! E já sinto a sua falta, e já arrumei o meu cabelo, e já me preocupo com a minha bunda pequena! Mesmo sabendo que você vai olhar a bunda delas, des-girar disfarçadamente e me abraçar me perguntando qualquer coisa que eu adoraria te responder. É assim que você me pega. Mas você sabe como eu te pego?


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?





Cecilia Meireles

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O ganho em perder-te....


'Há um muro de concreto entre os nossos lábios. Há um muro de Berlin dentro de mim...'

Perdas e ganhos... Perco tanto que até me penso. Ooops, penso tanto que até me perco. Até onde uma perda é, de fato, uma perda?
Passamos anos lutando com(tra) alguém. Às vezes se ganha, outras se perde... Normal. Enquanto ganhamos, está tudo bem. Quando perdemos, relutamos por vários momentos, não aceitamos, brigamos, e, com isso, sofremos, nos machucamos e até pagamos um preço muito alto pela próxima vitória. Porém, chega um momento em qua já não estamos mais tão dispostos assim a custear o nosso orgulho. Cansamos. E eu acho o cansaço preocupante, pois é aí que coloca-se na balança o que realmente vale o nosso sacrifício. Quando estamos cansados, tanto faz o canal que a televisão sintoniza, ou a temperatura da água que matará a nossa sede. Quando estamos cansados, grudamos o nosso gordo traseiro e descansamos. E nesse descanso assistimos a qualquer coisa que nos passa às vistas, sem reagirmos bravamente. É assim que descobrimos maravilhas escondidas em documentários que nunca veríamos estando descansados, mas é assim também que descobrimos horrores como o atual enredo inédito da novela global principal. Cansada descobri que não sou evitada, mas que me excluo de um mundo que não mais me completa. E se estou cansada (como podem ver, nem forças para paragrafear este texto tenho), é porque, em algum momento, perdi o meu fôlego e estou tentando retomá-lo. E ao assistir a um capítulo da novela de sempre, porém sem forças, percebo que posso ganhar muito com mais essa perda. Está muito caro. Não quero mais pagar. Até posso, mas agora não quero.

E as novas ofertas? Não sei, o mercado parece não estar para peixe...

A primeira missa do Brasil foi o maior programa de índio...

domingo, 23 de novembro de 2008

Tio, me vê 1 real de amor...

'O amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera, nosso futuro recomeça... Venha! Que o que vem é Perfeição!'


Nestes dias todos de ausência, tenho pensado e observado muito sobre as relações. Como é difícil relacionar-se com alguém sendo você mesmo. Parece que os tempos atuais clamam por falsidades nos discursos e nas atitudes. É muito mais fácil, mais cômodo e indolor.
Existem vários tipos de relações, inumeráveis até. Inclusive existem cursos superiores, cargos, livros, músicas, etecétera e tal sobre elas, tamanha a sua complexidade.
Se relacionar-se já é complicado, imagine definir uma relação. Nos exige, nos cansa, nos consome. Como ter certeza dos nossos sentimentos, se eles mudam a cada nova sensação? O que fica realmente? O que nos torna felizes? O novo nem sempre é bem visto. São novas portas que se abrem, com corredores escuros e desconhecidos. Como saber se, naquela porta de repente, surgirão luzes ou sombras... E, se no caso de luzes, se serão luzes verdadeiras ou apenas reflexos... O fato é que estaremos sempre mais acolhidos com a segurança do nosso passado, com todas as conturbações existentes nele, do que com aquela porta entre-aberta nos sinalizando um futuro.
E aí? Contentar-se com o passado conhecido ou arriscar a plenitude no futuro? Fica-se à espera de um milagre, das mudanças, das palavras que certa vez nos acalentaram, dos gestos que nos desarmaram, do carinho que nos conquistou e, embora a dor de cada vez que o que queremos reviver não acontece, parece que, cruelmente quando algo está prestes a morrer, colocando um fim neste sentimento e dando esperanças de que a vida possa ser seguida, elas resurgem do nada nos trazendo à tona tudo novamente. Primeiro as coisas boas e depois as coisas desprezíveis... o que fazer então? Esperar pela cura ou fazer o uso da eutanásia?? Quando é o momento de decidirmos, por nós, o nosso destino?

Façam suas apostas. E arquem com suas escolhas. I'm trying... I swear...





Por que as ameixas pretas são vermelhas quando estão verdes?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

E por falar em gavetas...


Ontem fui gastar um tempinho no shopping. Não que este tempo estivesse sobrando, mas fui. Foi estranho. Quando me dei conta, percebi que o Shopping Beira- Mar já está pronto para receber o Natal. O papai-noel já estava lá, colocando as suas criancinhas no colo e tirando fotos... As árvores de Natal já estavam lá, devidamente e impecavelmente enfeitadas... O coral natalino já estava a postos para mais uma apresentação. E toda aquela cena se repetindo foi me provocando um mal-estar sufocante. De repente meus passos estavam sendo seguidos por uma solidão única. De repente todas aquelas pessoas que estavam no shopping usufruindo dos enfeites e do comércio natalino passaram a ser seres tristes. Aquela alegria estampada em seus rostos não me iludia mais. Elas estavam presas. Presas em sua mesmice.
Para fugir daquilo tudo que me causava náuseas, comecei a entrar nas lojas. Uma roupa aqui, um sapato ali e eu estava sendo seguida por uma solidão constante. Como pode objetos, lugares, símbolos, formas, enfim, coisas, nos ligarem tanto às pessoas? O que eu sentia ao andar pelo shopping eram lembranças de uma pessoa só. Uma pessoa que talvez nem tenha andado tanto naquele shopping comigo, mas que cuja memória me remetia a tudo que via... Até onde vai a linha invisível que nos liga às pessoas que amamos? E essas recordações? 'Quando não se tem mais nada, não se perde nada...' Até onde chega o egoísmo do nosso amor? Nunca mais ter alguém é o preço que se paga para esse alguém não ser de mais ninguém? É o que a vida nos cobra para que ninguém e nada mais possa causar sofrimento a quem amamos?

Retomei minha caminhada. Procurei chocolates light nas mesmas gavetas de sempre, mas não estavam mais lá. A frustração de se vasculhar uma mesma gaveta com outros produtos é intensa, e eu me perguntava: cadê?? Será que só eu preciso de chocolate light por aqui?
Apressei meu passo e passei a perceber os passos das outras pessoas. Andares sem rumo, sapatos bonitos. Eu gostava do que via, pelo menos não precisaria compactuar com a expressão programada que se têm num shopping em época de Natal. Consideravelmente abalada com tudo o que me povoava naquele lugar, e com mais dez minutos disponível, encontrei, enfim, a livraria. E, sem apelos, ali comecei, pouco a pouco a me encontrar. Em meio a tantas cascas encontradas até então, foi ali que encontrei consolo. Milhões de histórias, milhares de títulos, centenas de livros, dezenas de sessões e poucas unidades ali dentro. Passei o olho por entre as prateleiras e a cada título surgia um conforto. As almas daquelas personagens que estavam sentadinhas assistindo o Coral do Natal e tirando foto com o papai-noel finalmente estavam libertadas dentro daquela imensidão de livros. Me vi livre também em vários deles. Estaria eu condenada a cem anos de solidão? Qual seria a minha história em meio àqueles cem melhores contos de loucura do século? Que sonho eu compraria do Vendedor de Sonhos? Minha solidão me tornaria uma vencedora? quantas doidas e quantas santas me habitam? Eles continuam entre nós? Ele continua em mim? Ele me guiava por entre aqueles livros todos? E quando eu estava quase me entregando a sessão da auto-ajuda, eis que o telefone toca! Outra gaveta se abria. A gaveta das boas lembranças ao longe e da cobrança dessas lembranças todas ao perto. Essa gaveta parece não ter fundo. É uma daquelas bem bagunçadas, mas que onde, de repente, encontramos surpreendentemente aquilo que procurávamos a tempo dentro dela... Ufa! O último título que lembro de ter lido foi: quem me roubou de mim? Ninguém me roubou de mim... nem a literatura barata de leitura fácil...

" Se uma casa é mal-assombrada, é por que o fantasma é incopetente?"

quarta-feira, 12 de novembro de 2008



'Hoje eu não estava nada bem, mas a tempestade me distrai...'

Nossa, que canseira. O meu grau de esgotamento está prestes a transbordar. O problema é que nem todo mundo entende ou percebe isso... E eu ainda tenho um agravante: minha desorganização. Pior: Se eu não me importasse com ela, tudo bem, mas eu me importo. Estou constantemente me policiando mas não consigo ser uma pessoa organizada. Alguém aí tem organização para emprestar? É, isso mesmo, para emprestar, porque prá comprar também não quero... Não estou podendo... hehehe

Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. Isso deveria ser automático! E não apenas com as nossas coisas, mas com tudo! Primeira gavetinha, pessoas queridas e especiais. Segunda gavetinha, sentimentos. Terceira gavetinha: ações. Aí nós escolheríamos as pessoinhas, os sentimentos e as ações desejadas e tudo correria na mais perfeita ordem. Seria um tanto desarmônico, mas seria engraçado! hehe. Imagina a confusão! E eu não sei de que gaveta ainda arranjo tempo pra pensar nessas bobagens!!

Eu fiquei um minutinho parada aqui pensando em quem eu ordenaria fazer o quê com qual sentimento e esse computador salvou duas vezes automaticamente o meu post. Nossa, quanta eficiência!! Que graça se tem em ser adolescente hoje? Está tudo tão fácil. A graça disso aqui é você escrever um texto maravilhosamente perfeito e, na hora de mandar publicar o computador resolve descansar um pouquinho e travar tudo! Assim é muito cômodo. Eu por exemplo já perdi escritos que hoje seriam mundialmente reconhecidos, por culpa de um computador preguiçoso ( he he he, eu tinha que me dar bem nessa...). Pobre juventude, nada causa esforço. As coisas estão desesperadamente loucas batendo nas portas das pessoas e nos resta apenas a difícil tarefa de escolher. O que seria da juventude se não existisse o orkut? Será que os adolescentes estariam lendo os clássicos da literatura? Ou estariam assitindo na TV Cultura aqueles desenhos engraçadinhos, tipo As Aventuras de Tin-Tin, ou então Babbar, ou ainda a batida série Anos Incríveis.? Acho que cismei com o orkut hein? hehehe...
Só para ilustrar: Notícia fresquinha, do yahoo. Estou falando... Está tudo tão fácil...


iPhone ganha aplicativo que simula ligações


A Magic Tap desenvolveu um aplicativo para iPhone que simula ligações. Com o Fake Calls, o usuário pode customizar a ligação inserindo o nome e número do contato fake, além de decidir o horário em que a ligação será recebida - o que significa que será possível criar uma boa desculpa para sair de um local desagradável.

A empresa afirma que doará 10% de seus lucros a diversas instituições de caridade não especificadas.

O aplicativo está disponível por 99 centavos de dólar na App Store.


Pensando bem, esqueçam-se das gavetinhas... hahaha

Bom, agora vocês me dão licença porque, como tudo tem o seu lado ruim, eu também pago um preço por estar na maior rede de amigos:

'Daqui 3 dias uma pessOa (linda)
Vai perceber que gOsta de vOcê
E vai pedir pra ficar cOm vOcê
Ou até pedir pra namOrar
Mande issO para 15 pessOas (incluindO eu)
Em 1 dia
Ou terá meses de azar
IssO está valendO a partir que vOcê ler'


Preciso enviar isso logo para 15 pessoas, senão os meus meses de azar não se findarão nunca!!! :p
Pensando bem, vou programar i meu iPhone para fazer isso por mim...

-->

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Casinha de sapê...

Eu não sou muito fã desse papinho de blá blá blá orkut daqui, orkut de lá (já fui muito fã, muito mesmo, mas a graça já passou), até porque a minha geração é a geração pré-orkut, é uma geração que foi crescendo e se reconhecendo na mesma velocidade da rede mundial de computadores.Os limites que os pais nos impunham ainda eram levados a sério. Mas abri esse parênteses porque reconheço o benefício que o orkut pode nos trazer, porém questiono: quantos amigos você tem no seu? Quais ou quantos deles nutrem algum afeto verdadeiro por ti? Não estou criticando aqueles perfis superpopulosos, com mil amigos e outras mil comunidades,aliás não estou criticando nada. Apenas reflito: quem daria a vida por você? por quem você daria a sua vida? Onde fica esta linha invisível que nos amarra às pessoas que amamos? Até onde ela vai? Quando ela pode se romper?
Eu sou uma pessoa, à primeira vista, bem insensível. Não demostro meus espantos, empolgações e esperanças de forma muito natural. Não foi sempre assim, mas agora é. Porém quando a sensibilidade me toma, me toma por inteira e acabo sempre muito emocionada com aquelas pessoas que mexem o seu traseiro gordo e fazem algo verdadeiro e espontâneo por nós.

Você tem 'alguéns' que se importam com você? Por quais 'alguéns' você se importa? Se você conseguiu responder estas perguntinhas, jogue suas mãos para o céu e agradeça... Eu já disse várias vezes que não tinha esses 'alguéns', mas vou te revelar algo: EU TENHO! E como sabiamente Shakespeare já nos precaveu: " Não é porque alguém não te ama exatamente do jeito que você quer, que essa pessoa não te ama com todas as suas forças."

É a força do amor e do saber-se deixar amar. E viva o o orkut!! Pelo menos ele engana os corações tolos e vazios.




  • Dizem que televisão engorda, mas depende de quantas televisões você come.